Gol de virilha mantém Peixe vivo

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Contra Azulão, Santos vence primeiro jogo fora de casa e Operação Milagre continua


Finalmente, o Santos conquista uma vitória longe de seus domínios. Até o jogo contra o São Caetano, em Santo André, neste domingo, o Peixe tinha disputado sete jogos fora da Vila Belmiro no estadual. Perdeu cinco e empatou dois. Contra o Azulão, acabou essa escrita.

Com um gol de virilha do artilheiro Kléber Pereira, o Alvinegro Praiano venceu por 1 a 0, conquistou sua terceira vitória consecutiva no Paulistão e sobe para a oitava colocação, com 23 pontos a três do G-4. A Operação Milagre segue em andamento. O time tem de vencer os quatro jogos que restam para se classificar às semifinais do estadual sem depender de nenhum outro resultado. Já o São Caetano, com 19 pontos, é o 12º colocado.


 

NA PRÓXIMA RODADA
9/3 (18h10) – Santos x Noroeste – Vila Belmiro, em Santos
20/2 (19h30) – Sertãozinho x São Caetano – em Sertãozinho

 

 

Gol de virilha e pedaladas

Após 19 minutos de atraso, por causa da ausência de uma ambulância no estádio, o Azulão começou melhor e parecia que o Peixe, mais uma vez, encontraria muitas dificuldades atuando longe do seu estádio. Aos três e quatro minutos de jogo, o time do ABC teve boas chances para marcar. A primeira com Tico, que chutou rasteiro, de direita. A bola saiu à direita, bem perto da trave. No segundo lance, Rogério manda o cruzamento para a área e quase marca direto.

Marcando mal e, por isso, sem conseguir ter a posse de bola, o Santos aparecia pouco para o jogo. Aos 20, o time da Vila Belmiro contou com uma forcinha da arbitragem. O goleiro Fábio Costa interceptou uma jogada e, na tentativa de sair jogando, empurrou o zagueiro Neto dentro da área. O árbitro ignorou o pênalti.

A partir desse lance, como que num estalo, o Peixe acordou e passou a criar chances e mais chances de gol. Aos 25, confirmando a sina de perder gols incríveis, o Alvinegro desperdiçou mais um. Sebastián Pinto fez bela jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Wesley. Com o gol aberto à sua frente, o atacante fez o mais difícil e acertou a trave. Aos 28, Molina acertou um lindo voleio, mas a bola desviou em Aderaldo e saiu.

De tanto insistir, o Santos foi premiado com o gol. Aos 29, Molina cobrou escanteio da direita. A bola passou por todo mundo, mas não pela virilha de Kléber Pereira, que empurrou para o gol. Foi o décimo gol do artilheiro santista, um dos principais goleadores da competição.

Aos 33 minutos, um lance que não levou nenhum perigo, mas que fez a torcida santista se levantar. Wesley, com a mesma camisa 7 que era utilizada por Robinho, pegou a bola pela esquerda e foi pedalando para cima de Rogério, o mesmo lateral que eternizou as pedaladas do craque do Real Madrid, na final do Brasileirão 2002. Dessa vez, o ala conseguiu desarmar o adversário. Mas a torcida do Peixe foi ao delírio:

– Robinho, Robinho…

O time da Vila Belmiro sufocava e quase ampliou no lance seguinte. Adoniran cruzou da direita na cabeça de Kléber Pereira, que desviou bem. Júlio César fez grande defesa. O Peixe teria ainda duas grandes chances para marcar no primeiro tempo, mas ambas morreram na trave. Uma com Molina, que carimbou o poste, aos 38, num chute de pé direito, que não é o bom. A outra já aos 45. Wesley driblou o goleiro e deixou para Kléber Pereira completar. O artilheiro caprichou tanto que acabou acertando o travessão.

Entre esses dois lances, o Azulão, num ataque isolado, só não marcou porque Fábio Costa fez milagre. Aos 41, Galiardo completou cobrança de escanteio com um chute forte, à queima-roupa. O goleiro conseguiu desviar para escanteio.

 

 

Jogo fica chato

Se o primeiro tempo foi bastante movimentado, com muitas chances de gol, o segundo deu sono. Principalmente porque o São Caetano passou a marcar melhor, sem dar chances para o Santos, mas também sem conseguir armar jogadas de perigo na frente. Quando conseguiu criar, na maioria das vezes em jogadas cruzadas na área, a zaga do Peixe cortava.

Na frente, o time do Santos sofreu com os passes errados. Até Molina, que fez um bom primeiro tempo, tinha dificuldades até para dominar a bola. Aos 33, o camisa 10 foi substituído pelo zagueiro Marcelo. Com isso, o Peixe ficou sem poder articular jogadas e deu campo para o Azulão pressionar mais.

Mas o time mandante, apesar de ter a bola e espaço no campo para jogar, não conseguiu sequer empatar. Ao contrário, em contra-ataques isolados, o time santista até teve chance para ampliar.


A FICHA DO JOGO

SÃO CAETANO 0 x 1 SANTOS  
Júlio César
Neto
Aderaldo
Tobi
Rogério (Athos)
Galiardo
Hernani
Douglas
Andrezinho (Galvão)
Rafinha (Canindé)
Tico
Técnico: Pintado
Fábio Costa
Adoniran
Domingos
Betão
Kléber
Marcinho Guerreiro
Rodrigo Souto
Molina (Marcelo)
Wesley (Vítor Júnior)
Kléber Pereira
Sebastián (Renatinho)
T: Emerson Leão
 

Gols: Kléber Pereira, aos 29 minutos do primeiro tempo

Cartões amarelos: Júlio César (São Caetano), Domingos, Vítor Júnior, Kléber Pereira (Santos)

Árbitro: Marco Antônio de Oliveira Sá
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Matheus Camolesi
Data: 16/3/2008
Estádio: Bruno José Daniel, em Santo André
Renda: R$ 89.325,00
Público: 4.589 pagantes

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